José Malcher Jr.

Eng. Software – Analista de Sistemas

Engenharia de Software | Qualidade de software | Modelo de Melhoria do Produto de Software


A ISO/IEC – NBR ISO/IEC 4598

A ISO/IEC – NBR ISO/IEC 14598 terá como foco principal a definição do processo de avaliação da qualidade de produto de software, onde se definem as principais características da metodologia da implementação de teste para avaliar a qualidade do produto de software. Definem-se as principais características de um processo de avaliação através de: repetibilidade, reprodutibilidade, imparcialidade e objetividade. Então, vamos às etapas:

  1. Estabelecer os requisitos de avaliação: faz a análise dos requerimentos para identificar o propósito da avaliação;
  2. Especificar a avaliação: definirá o escopo e métricas da avaliação e as medições a que o produto será submetido;
  3. Projetar a avaliação: de acordo com as especificações do produto será elaborado um plano de avaliação no qual estejam relacionados os componentes do produto de software a serem avaliados e os métodos de avaliação;
  4. Executar a avaliação: é a inspeção, medição e teste dos produtos e seus componentes conforme o plano de avaliação;
  5. Conclusão da avaliação: será elaborado um relatório de avaliação e liberação dos dados obtidos na fase anterior.

 


Agora, vamos especificar a subdivisão da norma para melhor entender sua aplicabilidade e suas atividades junto à metodologia de implementação de teste para avaliação da qualidade de software.

Visão geral do processo – ISO 14598-1

Vamos entender melhor:

O produto será avaliado segundo a metodologia de teste implementada. Essa metodologia tem aplicabilidade em todo o produto de software.

Observe na imagem a sua abrangência e perceba que para cada etapa teremos atividades específicas.

Visão Geral do Processo - ISO 14598-1

(esquema representativo do Processo de Avaliação de Produto de Software – Visão Geral do Processo – ISO 14598-1).

 

 

O processo de avaliação vai envolver também pessoas. São desenvolvedores, compradores e avaliadores. Cada um destes tem a sua importância junto ao uso do produto de software e no seu processo de avaliação.

  • Desenvolvedores: Organizações que estão planejando o desenvolvimento de um novo produto de software;
  • Compradores: Organizações que estão planejando a compra de um pacote de software que será desenvolvido ou já pronto no mercado;
  • Avaliadores de software: Organizações que executam avaliações independentes de produtos de software disponíveis no mercado.

 

Componentes para a criação do documento do módulo de avaliação:

NBR-ISO 9126

Os componentes para a criação do documento do módulo de avaliação são:

  1. Introdução
  2. Escopo
    1. características
    2. nível de avaliação
    3. técnica
    4. aplicação
  3. Referências
  4. Definições
    1. termos técnicos
  5. Entrada para avaliação
  6. Interpretação dos resultados
    1. mapeamento das métricas
    2. relatórios

RELACIONAMENTO ENTRE AS MÉTRICAS PARA A AVALIAÇÃO DO PRODUTO DE SOFTWARE

 

Os esquemas representam os módulos de avaliação. Na norma 14598 este módulo é detalhado na representação da ISO/IEC 14598-6.


 

A ISO/IEC 9000-3

Em junho de 1993 foi criada a norma ISO/IEC 9000-3. Suas diretrizes fomentam a aplicação da ISO 9001, onde, para cada atividade, existe um correspondente na ISO/IEC 9000-3 que a define e faz a adequação ao software. Porém, a ISO/IEC 9000-3 tem como objetivo, junto à aplicação da ISO/IEC 9001, o fornecimento, desenvolvimento e manutenção de software.

A ISO/IEC 9000-3 tem como diretrizes as seguintes atividades junto ao software:

  • Entendimento dos requisitos funcionais entre contratante e contratado;
  • Uso de metodologias consistentes para o desenvolvimento de software;
  • Gerenciamento de projeto desde a concepção até a manutenção.

A aplicação da ISO/IEC 9000-3 independe de tecnologia, modelos de ciclo de vida, processos de desenvolvimento, sequência de atividades ou estrutura organizacional da organização.

Nas organizações cuja abrangência de atividades inclui áreas diferentes de desenvolvimento de software, o relacionamento entre elementos de software do seu sistema de gestão da qualidade e os demais aspectos devem claramente ser documentados no sistema de gestão da qualidade como um todo.

As organizações com Sistemas de Gestão da Qualidade para desenvolvimento, operação e manutenção de software baseados na ISO/IEC 9000-3 podem escolher usar processos da ISO/IEC 12207 para suportar ou complementar o modelo de processo da ISO/IEC 9001 definida em 2000.

Os parágrafos relacionados à ISO/IEC 12207 são referenciados em cada seção da ISO/IEC 9000-3, mas não se pretende com isso incluir requisitos adicionais aos da ISO 9001.

Você sabia? Uma das limitações da ISO/IEC 9000-3 é que esta não trata de aspectos como a melhoria contínua do processo de software (SPI – Software Process Improvement) como faz o modelo CMM ou a norma SPICE (ainda em desenvolvimento).

A ISO/IEC 9000-3 trata dos processos que a organização deve ter e manter, mas não trata, apenas orienta quanto aos passos que devem ser seguidos para desenvolver esses processos e também não trata de como aperfeiçoa-los. Na sua primeira edição a ISO/IEC 9000-3 agrupava as diretrizes em três partes principais que são:

Estrutura: Descreve aspectos organizacionais, relacionados ao sistema de qualidade.

Atividades do ciclo de vida: Descreve as atividades de desenvolvimento de software.

Atividades de suporte: Descreve as atividades que apoiam as atividades do ciclo de vida.

 


A ISO/IEC 9000-3 organizava e dava nomes às diretrizes diferentes das utilizadas na ISO/IEC 9001. Inclusive, era necessário uma tabela de mapeamento entre as diretrizes da ISO/IEC 9000-3 e da ISO/IEC 9001 causando uma série de transtornos. Essa estrutura, nomenclatura e arranjo particular das diretrizes foram abandonados nas edições mais recentes. Estas seguem exatamente a estrutura da ISO/IEC 9001 e suas diretrizes têm o mesmo nome.


 

Referencias

ABCQ – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CONTROLE DA QUALIDADE. Disponível em: <http://www.abnt.org.br>

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Disponível em: <http://www.abnt.org.br>

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COLOMBO, Regina M. Thienne. Painel Setorial – Programa Nacional de Certificação de Software e Serviços. INMETRO/Xerém, 31 de maio de 2007. Disponível em: <http://inmetro.gov.br/painelsetorial/palestras/certifica_software.pdf>.

ISO. ISO 9000-3:1997. Disponível em: <http://www.iso.org/iso/catalogue_detail.htm?csnumber=26364>.

KOSCIANSKI, André. Qualidade de software. São Paulo: Novatec, 2007.

MACIEL, Ana Carla Fernandes; VALLS, Carmem; SAVOINE, Márcia Maria. Análise da qualidade de software utilizando as Normas 12207, 15504, ISO 9000-3 e os modelos CMM/CMMI e MPS.BR. Revista Científica do ITPAC, Araguaína, v. 4, n. 4, pub. 5, Out. 2011. Disponível em: <http://www.itpac.br/arquivos/Revista/44/5.pdf>.

PAULA FILHO, Wilson de. Engenharia de software – fundamentos, métodos e padrões. Rio de Janeiro: LTC, 2009.

PFLEEGER, Shari Lawrence. Engenharia de software. São Paulo: Pearson: 2003.

PRESSMAN, Roger S. Engenharia de software: uma abordagem profissional. Porto Alegre: Bookman, 2011.

RAPCHAM, Francisco. A Norma ISO 9000-3. Universidade Federal do Espírito Santo, Centro Tecnológico, Departamento de Informática, s.d. Disponível em: <http://www.geocities.ws/chicorapchan/artigos/9000-3.pdf>.

RIBEIRO, Antonio Carlos Evangelista. Afinal, o que é qualidade. In: PORTAL QUALIDADE.COM. Disponível em: <http://www.compete-es.com.br/mbc/uploads/biblioteca/1164635822.4657A.pdf>. Disponibilizado em 15.06.2004.

SILVA, Mauro César da. CMMI para iniciantes. In: LINHADECÓDIGO. Disponível em: <http://www.linhadecodigo.com.br/artigo/1401/cmmi-para-iniciantes.aspx#ixzz3aEAVrUPO>.

SOFTWARE ENGINEERING INSTITUTE. Disponível em: <http://www.sei.cmu.edu>.

WIKIPEDIA. Qualidade. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Qualidade>.

 

 

 

Material retirado da WEB

 


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